Chora Coração!!!

Como eu adoro uma maldadezinha e uma gozação (opa!!) básica, achei uma música divertida para o dia de hoje. Divirta-se com a letra, para bom entendedor, meia palav…

“Não era pra você se apaixonar
Era só pra gente ficar,
Eu te avisei
Meu bem eu te avisei.
Você sabia que eu era assim
Paixão de uma noite
Que logo tem fim
Eu te falei
Meu bem eu te falei
Não vai ser tão fácil assim
você me ter nas mãos
Logo você que era acostumada a brincar com outro coração
Não venha me perguntar
Qual a melhor saída
Eu sofri muito por amor
Agora eu vou curtir a vida
Chora, me liga
Implora o meu beijo de novo
Me pede socorro
Quem sabe eu vou te salvar
Chora, me liga
Implora pelo meu amor
Pede por favor
Quem sabe um dia eu volto a te procurar”

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Inrretudes

Menina Má me impressionou. Um amor assim não é normalmente visto por aí e senti-me um pouco parecida com ela. As aventuras e viagens da menina são semelhantes aos meus desejos antigos e inesquecidos, mas ao contrário dela sempre permaneci ao lado de meu Ricardito, levando uma vida pequeno-burguesa de dona de casa da classe média. Minhas travessuras sempre são cuidadas o suficiente para que o bom menino não tome-se por exaspero suficiente para deixar-me e então fazer com que eu me torne a figura esquelética, doente, solitária e sem teto que eu temo, desde os primórdios da minha vida. Isso não significa que meu Ricardito não se aperceba de minhas traquinagens, talvez apenas não tenha disposição suficiente para buscar a certeza, pois a certeza nos impele a decisões que às vezes contém um preço que não nos dispomos a pagar. Por vezes, a ignorância é uma benção, pois nos mantém num estado de tranqüilidade e conforto perfeitamente toleráveis.

Os caminhos de Lily são tortuosos e fascinantes. Dolorosos, por vezes, assim como poderiam ter sido os meus caso houvesse cedido aos meus impulsos beligerantes. Não sei que maldido bom-senso manteve-me impávida durante tantos anos e suas travessuras fizeram-me pensar nas minhas, Somocurcio tem um pouco de Ulisses, embora com uma bondade, uma paixão e uma devoção muito mais ampla e altruísta, muito mais aberta e declarada, muito mais amante e fiel.

Durante essa semana o que mais me ocorreu foi a frase de uma música que, por acaso, ouvi na rádio no caminho entre casa e trabalho: “… por te ver andando reto entre tudo que há de incerto em mim…” e desde então esse refrão martela em minha mente junto com minhas “inrretudes”, se assim posso chamar, com devida licença de Aurélio.