Flor da Pele

 

Ando tão à flor da pele

Que qualquer beijo de novela me faz chorar…

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Sexo, Amor e Casamento

Mais uma noite em que o sono custou a vir e foi embora logo. Foi uma noite bem curta e o resultado disso é depressão. Eu acordo muito triste e só sinto vontade de chorar. Fico olhando para minha vida e o que fiz até agora e não consigo entender direito porque eu não lutei e permiti que isso acontecesse comigo. Tudo bem, eu tive um grande e precioso motivo: minha filha. Foi uma escolha, ficar com ela, vê-la crescer, educá-la, amá-la, ser a verdadeira mãe dela ou entrar numa briga aonde eu provavelmente não teria forças para ir até o final e, no final, ainda perder a minha preciosa. Tá, foi uma escolha, eu a fiz e disso não arrependo-me. Mas por que aceitei o restante? Por que eu sempre me calo e nunca, nunca, nunca abro a boca e digo o que estou pensando?

O mais hilário disso tudo é que em algum momento eu acreditei que na vida adulta seria possível ter casamento, amor e sexo com uma única pessoa, tudo ao mesmo tempo. Olhando para a minha vida adulta, desde quando ela começou, não consigo definir se isso chegou a acontecer em algum momento, porque não sei se algum dia amei ou se apenas estava iludida com a situação. Hoje tenho casamento com um homem, sexo com qualquer outro e amor com nenhum. Acho que não tenho o que penso ser amor. Ou talvez eu não saiba o que é amor ou talvez o amor seja uma coisa diferente para cada pessoa, assim como a beleza é diferente para cada um, e o amor que eu desejo simplesmente não existe.

Então eu acho, estou chegando bem perto de ter certeza de que algumas coisas deverão fazer parte da minha vida novamente, e não sei até quando. Porque essas coisas ao menos dão-me uma sensação de calma que ultimamente não tenho tido, e embora sob o efeito destes eu saiba racionalmente que as coisas não estão como deveriam estar, ainda assim sinto-me calma para fazer ou não fazer algo. Tudo o que quero é apenas ter e manter o equilíbrio, mas gostaria de estar conseguindo fazer isso sozinha, sem o auxílio de Sertralina, Amitriptilina, Sódio ou outro elemento regulador qualquer, mas eu não estou conseguindo. Fazem dois anos que não uso nada mas há dez meses venho sentindo esse balanço, essa instabilidade.

 

Então como eu ando sentimental, saudosista, imbecil e apaixonada por uma situação que talvez algum dia eu viva, não se sabe quando, “deixe essa água no corpo lembrar nosso banho”:

Whit Her I Die

Simplesmente AMO esta música. Não tem como descrever o quanto envolve-me.

 

Whit Her I Die

Poisonblack

 

Her sharpened nails in my flesh make me crave for more
Her chilling cold caress makes me feel so warm
She’s my addiction, the one… the one I love, my whore
She’s my redemption, the one… the one I hate and adore

And with her I die
And for her I die
She’s my mistress of pain

I burn in flames of lust… I covet, I crave, I desire
In her I lay all my trust as the flames grow higher
She’s my addiction, the one…the one I love, my whore
She’s my redemption, the one… the one I hate and adore

And with her I die
And for her I die
and therefore I sigh, she’s my mistress of pain

Blá-Blá-Blá Eu Te Amo !! (???)

A vida é cheia de blá-blá-blá mesmo. Se as pessoas se contivessem a dizer o estritamente necessário talvez houvessem menos confusões por aí. E menos dores e decepções também. Ou seja, falamos demais e dizemos de menos. Essa é a história da humanidade e não precisamos ir longe, basta lermos jornais, revistas e livros que pretendem ser sérios (hahahahaha).

Mas o motivo do bl-á-blá-blá é o Pp. Eu sarei (rápida não é?). Mas o remédio eu citarei em outro tópico, porque este dará uma “caldeirada”. O motivo deste é mesmo Pp. Fiquei ausente da net, voltei a falar com ele aos poucos, ainda em processo de “cura”, mas tenho mantido-me realmente afastada das conexões virtuais por onde ele anda. Então estamos nos falando bem menos. Quase nada em vista de antes. E ele está sentindo falta. E eu estou rachando de rir. E ele pediu-me ajuda com o presente da namorada, eu ajudei, sem dores, numa boa mesmo. E ele continua dizendo que me adora e que eu sou o “amore” dele e blá-blá-blá. E no meio de tanto blá-blá-blá ele já disse, algumas vezes, que quer continuar encontrando-me, pelo menos uma vez por semana, que agora o “jogo está empatado”, já que eu tenho um marido, ele tem uma namorada (inocente esse moço). E que eu não devo sair com nenhum outro porque ele tem ciúmes (hahahahahahaha me faz rir!!). E novamente foi um monte de blá-blá-blá e eu fico pensando “ok, eu sou tudo isso sim, sou ótima nisso, naquilo e naquele outro também mas, sinceramente, não estou afim.” No entanto estou levando-o em banho-maria por uns dias, até o meu “remédio” fazer total efeito.

Acho tudo isso muito típico. O cara termina mas quer continuar pegando. Eu até não me importaria tanto com isso, afinal eu tenho meus perrengues e meus impedimentos mas acho isso tão estranho e ridículo que fico completamente desmotivada. Agora só falta eu falar “Não. Não te quero mais, estou em outra situação” e ele retrucar “Blá-blá-blá eu te amo!”.

Era Vidro e Se Quebrou

Estou há dias afastada da internet e de todo o mundinho virtual. Veio bem a calhar a minha impossibilidade de estar na rede com a necessidade de não estar. Meu quase romance com Pp estava indo bem, ao menos para mim, dentro das minhas possibilidades. Ele já havia comentado que queria uma namorada, alguém que pudesse estar disponível nos horários dele. Então ele começou a trabalhar em outro local, conheceu alguém e já era eu e ele. Fiquei mal, eu gostava demais da companhia dele, das nossas risadas e idiotices, entre outras coisas.

Mas a vida é assim. Mutante. Então esses dias em que me encontro distante do virtual possui também um esforço pessoal para não estar na rede, assim evito vê-lo por aqui. Eu não quero saber como ele está, o que está acontecendo na vida dele e nem quero saber se ele está feliz ou não. Também não quero que ele saiba de mim e quero perder a necessidade de falar com ele, como fizemos nos últimos três meses, falando-nos diariamente pela rede por horas e horas. Quero que ele morra para meus sentimentos, que volte a ser o que era há três meses atrás: nada.

Mas também é inevitável não espiar a nova vida dele, e dessa forma acabei entrando em sua página, vi um recado daquela que imagino ser a minha algoz e passei mal pra Cacilda. Minha pressão caiu bruscamente e eu tive que sair do computador e ir deitar-me. Hoje já é o dia seguinte e não estou totalmente recuperada do choque. Por outro lado usei minhas pequenas doses de sarcasmo e veneno para escrever diletos poemas e assim acabei divertindo-me um pouco.

Onde me encontro hoje não é um bom lugar, fisicamente falando, emocionalmente falando, e isso nada tem a ver com o Pp e os acontecimentos da semana. Aqui é um fim-de-mundo e apenas encontro, em cada esquina, problemas. Eu deveria ajudar essas pessoas, elas são caras para mim, mas não sei se conseguirei. Estou aqui para tentar isso. Mas não deixo de pensar em Pp e de sentir sua falta. Queria muito voltar ao meu lugar e encontrá-lo esperando por mim, e isso não acontecerá. Estou um tanto desolada por essas coisas todas e preciso transformar isso em combustível para seguir em frente com meus planos.

É isso. Registrando esse momento chato e colocando um ponto final na historinha Ali + Pp.

31/mai/09

Inimigo Oculto

Estava lendo os meus dois últimos post, onde falo sobre MV, Pp e Lú (apesar que também cito B e Ninfeto). Mas o que motivou este que agora escrevo é que, enquanto lia sobre Pp, sobre a forma como vejo e sinto ele, comparei-o com Ulisses, com o tipo de vida que tenho com Ulisses. Ulisses é super sério. Não ri de quase nada. Não consegue engatar uma conversa comigo sobre bobeiras. Não consigo conversar sobre sexo com ele, não consigo expor meus desejos e nem sondar os desejos dele. Ele está sempre com o cenho franzido, evita contato visual. Nossas conversas são extremamente resumidas, quase assemelha-se a conversa de vizinho de apartamento.

Lembro de um dia que eu quis instigá-lo sobre sexo com  outras pessoas, eu queria que ele dissesse quem, do convívio nosso, ele acha interessante, “pegável”, “comível”. Estávamos fazendo uma caminhada nesse dia, no parque que fica aqui perto. Foi mais ou menos assim:

– Ulisses, sabe o que eu e a Carla, lá do trabalho, estávamos conversando outro dia, sobre como há falta de homens interessantes hoje em dia. Ela, que já passa dos 35, separada, uma filha, carreira construída, não encontra um homem que seja “namorável”. Porque os que seriam interessantes ou são gays ou estão comprometidos. Os demais são novos demais e não tem grana para acompanhar o ritmo dela, de bares, restaurantes, motel bom e tal. Ficamos rindo, porque são justamente esses novinhos, que mal saíram da faculdade, ou ainda não saíram, que acabam paquerando ela e outras como ela na balada. A Jucélia está na mesma situação da Carla. Também reclamando da falta de homem “à altura”.

– Hm.

– Então, eu penso muita besteira né, você sabe. Daí fiquei pensando que alguns anos atrás eram as mulheres que ficavam de olho nos caras com boa situação, carro e tal. Daí casavam e elas ficavam em casa fazendo os gostos do marido, bolinho, sobremesa, essas coisas. Hoje em dia a gente anda na rua e eu reparo que a maioria dos bons carros são conduzidos por mulheres. Hahahahahahaha (ele continua sério). Daí fiquei imaginando se daqui a poucos anos não vai acontecer o contrário, os garotos querendo fisgar “A Mulher” e daí eles ficarem em casa, sendo sustentados e trocando receitas entre eles, tipo, o maridinho de uma conversando com o maridinho de outra e falando sobre culinária, por exemplo, como acontecia anos atrás com as esposinhas. Hahahahahahahaha. Seria hilário isso, mas se continuar assim, não duvido que a gente chegue a esse ponto.

(Ulisses continua sério e só fala “Hm”. Não ri e não dá opinião. E eu, feito uma tonta, quase conversando sozinha e rindo sozinha, para as árvores, para a grama talvez. Eu continuo com minhas divagações até que lanço a seguinte pergunta:)

– Ulisses, quem, das pessoas que conhecemos, você acha interessante, assim, teria vontade de ficar com ela?

Ele pensa um bom tempo e não responde.

– Ulisses, vai, queeemmm??

– Ah, acho que a Luana Piovani.

– Cara, a Luana?? Meu, a Luana não é alguém de nosso convívio. Se bem que, se fosse, acho que até eu pegaria ela. (Nesse momento dei a deixa para ele perguntar se eu curto mulher. E nada. Nada. Nada. Ele não perguntou. Prossegui com meu objetivo de saber quem, do nosso convívio.)

– Tá, olha, a Luana não vale. Tem que ser alguém conhecido nosso.

Ele pensa. Tá na dúvida se fala.

– Ah, acho que Paula.

– Quem é Paula?

– Que trabalha no escritório, a recepcionista.

– Ah sei, aquela morena bonitona que os nossos sobrinhos ficaram meio doidos com ela??

– Sim, ela.

– Seu malandro, de olho na recepcionista, heim? Hahahahahahahahaha.

Ele continuou sério.

– Ok, quem mais? Alguma esposa de algum amigo, alguém com quem a gente saia às vezes?

– Hm. A esposa do Ricardo é muito bonita.

– Verdade, é sim. Realmente, eu também acho.

Então fiquei esperando que ele prosseguisse com a conversa. Que ele perguntasse sobre o fato de eu ter comentado que até eu pegaria a Luana. Que ele perguntasse quem eu acho interessante do nosso convívio. Ele não falou mais nada, a conversa morreu aí. Terminamos nossa caminhada em silêncio e não houve mais, nem dias depois, nem meses depois, que ele voltasse nesse assunto, por qualquer motivo.

A gente não discute. Mas a gente também não conversa. Assim como não rimos juntos de nada. Eu não sei como ele agüenta. Eu não sei se ele é assim mesmo, se isso não o incomoda, ou se ele se aborrece com isso tanto quanto eu. Eu só agüento porque dou minhas escapadas. Sempre tenho um, dois ou três caras por quem eu me interesso e mantenho algum tipo de relacionamento com eles, seja só sexo, seja só amizade, seja um romancezinho besta. Enfim, é minha válvula. E ele? Não sei. Às vezes penso que ele sai com alguém nos finais de semana, quando diz que vai não sei aonde fazer não sei o que e eu nunca me interesso em ir junto. Talvez seja o momento do escape dele. Talvez não, talvez ele não minta para mim e apenas não se importe com essa situação.

Às vezes me sinto mal com isso tudo. Às vezes prefiro não pensar para não sentir. Às vezes quero que tudo vá para o inferno.

Hora de Dizer Adeus

Quem nunca disse adeus? Quem nunca foi “vítima” de um adeus?

Relacionamentos iniciam e um dia terminam. A vida inicia e um dia termina. Pais separam-se de seus filhos, casais separam-se de seus consortes, amigos vão embora, pessoas queridas partem para sempre. Mudamos de bairro, cidade, estado, continente.

O adeus sempre deixa em mim uma dor, uma saudade, uma tristeza e uma desolação que parecem que nunca irão passar. Aquela sensação de aridez, de deserto, de secura, no peito uma dor de tempestade e na boca, um gosto muito amargo.

Eu já passei por vários “adeus”. Alguns mais ácidos, outros mais tristes, outros muito áridos e alguns bem dolorosos. Mas o tempo passa e leva com ele boa parte das sensações ruins, embora ainda deixe aquela areinha que faz-me lembrar que houve um momento de deserto em minha vida.

A vida tem trilha sonora. Quem não tem? Normalmente as trilhas marcam bons momentos – ninguém quer guardar momentos ruins; no entanto eu achei uma música que é cara da dor do adeus, uma música que transforma em som como eu fico ao ser surpreendida pelas partidas e pelos finais.